fora do teu mundo corpo, sua voz não soa, seu cheiro difere do toque longe, seu dia só, são, sem a metade do mundo corpo que soa cansado pelo peso do mundo que cai no corpo e faz ficar sem o outro corpo tão sem, só.
imperativo de oscilar
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
são raros momentos em que temos essa sensação de nada, que o silêncio é o maior barulho que tira a paz que tinha, e que o nada nos tira. nunca o nada foi tão cheio, e o nada nunca teve tanto domínio em nós que faz nós diferentes dos nossos nós. o nada é o vazio que quer te encher e me esvaziar, quer tirar meu tudo pra te tornar tudo que o nada tinha e quer ter de novo, eu sei, eu sinto, e o pensamento vai além, e me faz perceber que tenho que voltar, ver e rever que o tudo é meu, que nada nem vazio vai tirar. quero cuidar pro meu tudo me fazer por completo, sem vazios, sem nada.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
inconstante no tanto de espaço que temos, ocupa tudo com a insegurança que lhe faz segura, por fora rocha por dentro água, que escorre por tudo sem deixar escapar aos olhos para os olhos de quem vê. se faz toda por achar que não vão percebê-la, se esconde pensando que não vão achá-la. se faz e se fez até hoje, aparece e esconde, até o momento que vão lhe pegar pelo braço e oferecerão rocha, água e olhos. me assegura que te ofereço.
domingo, 29 de abril de 2012
o tempo para porque tempo não tem, nem olhar tem, vai conforme for, vive conforme vai, só um instante te faz parar, fica sem o tempo, fica sem olhar, no vazio busca o tempo que tem, tempo que tá, volta se revolta e volta pro lugar que o tempo tem, quando tem, quanto sobra, como faz, to aqui, pensa, para, foi um instante que tanto tente esquecer e foi, foi e vai, perdeu e ta aqui pra ir onde o tempo vai pra onde tem tempo
quinta-feira, 8 de março de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
e faz sorrir se ficar me amar aconchegar implorar
pelos carinhos sozinhos e fazer dos caminhos o seu o meu
e todas as pedras flores dores e as cores mesmo
que cinza eu pinto sinto te contorno com os dedos
nos medos seremos um uma una tudo que seja breve
leve me serve me deve e ferve e ferve e ferve
e ferveu evaporou toda dor que se vestiu de
flor vermelha feito amora antes do amadurecer
que mora e se devora de amor.